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10
Out14

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"Ah, sua tola, sua carteira tola
Nem sabes tu que te estudo
Que és para mim tão deliciosa como uma virgem
Tão afrodisíaca que me deixas tesudo.
És uma simples portadora de cartões, papel e metal
Mas estás sempre em simbiose comigo
Junto à minha nádega, sua porca, até me deixas informal
Perante os meus superiores. Mas sem ti também consigo
Viver tranquilamente, apelando a sentimentos distantes
Olhando à volta e inspirando a fragrância das amantes
Ou mesmo vivendo do ódio, esse tolo cego
Que por vezes me invade - não o nego.
Negativa é a minha paciência quando ficas vazia
De vísceras à mostra, como um cão lingrinhas,
Ou mesmo como um gato que não mia
Caralho pá, és-me mesmo necessária no fim de contas
Sejam essas de somar ou não, em quadrados ou em linhas,
Mas tu é que me puxas a estas coisas, a estes lugares
Bancos, agiotas, familiares ricalhaços, donos da máfia
Está na altura de te encheres, ficar cheia e parares
Seres tão grande que passas a ser um saco de ráfia
Cheio de amor, sexo e dinheiro, também com algumas notas
de crédito, coisas várias, desde que sejam benefícios
Bons, esses, podem ficar, torna-se vícios
Mas até lá és só minha amiga, nem minha companheira
és, só mesmo uma queca ao pagar, coisa sorrateira
Sem ninguém perceber, sem gemeres no bolso de trás
Porque sou só eu que sei do que és capaz"
~ Timóteo Mecenas

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"Escrevo-te isto em caso de estar sóbrio no dia seguinte
Hoje é dia de te escrever, hás-de ler, talvez, talvez te pinte
Escrevo isto com a tua foto ao lado,
Choro, sempre fui aquele primeiro, o no fim mal amado
Aquele que sem querer, conhecendo-te, mudou o seu fado
Um dia, talvez seja aquele irmão, conhecido, namorado
Mas até lá sou só o por bem ou mal humano afamado
Talvez pense, fui aquilo que quiseste que fosse
Mas hoje és a minha sida adormecida, quase uma tosse
Sempre presente mas sem me matar
Sem me fotografar na tua vida, sem me aliar
Com ódio m'olhando, a minha morte a desejar
Me fizeste escrever, algo raro, tenho de te congratular
Mas ler isto é infimamente possível
E seguir o meu projecto emotivo é em nada exequível
Sem chance, seremos preto e branco
Serei para ti o jogador não convocado e sempre no banco
Embriagado a escrever e partilhar tais líricas
Todas elas vindas do coração, um quanto ao quanto satíricas
Mas realidade, fruto do fruto da vida
Preferia não sentir este vazio e ter sida
Ou uma doença qualquer, que não me afetasse diariamente
Porque acredita, ainda hoje, de nós dois, sou eu quem sente"
- Ivanoel para a a sua musa da ria.

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