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"Não te vou procurar, sei que estás por aí
Imagino o local, mas não saias daí
Seja longe, perto ou mesmo ao meu lado
Sendo este último um extenso e vazio prado
Onde sem famas nem leões caminhas
Com sonhos e ambições te alinhas
Pensando no amanhã como sendo do outro
Ou no ontem como sendo mouco
Rouco e louco, talvez isso até seja pouco
Face às memórias, essas imundas
Que habitam-te as células, as mais profundas
Tapam-te as cicatrizes com plumagem leve
Foste a miragem, o elixir que não se bebe.
 
Nunca existiu noção mas havia emoção
Diria até que houve paixão,
Aquela que não sai, desfila à diva
Que petrifica morta e mata viva
Eras branca, eras franca, eras cega
A qualquer colega, mas quem não nega
Que ser assim é ter um lar
Acolhedor, tranquilizador,
Um eterno mar
Com águas límpidas, novas e puras
Lavaste-me a alma e as feridas ainda suturas
Mas as amarguras contrariam as doçuras
Repetindo incansavelmente no dia
E na noite, existindo, nenhum de nós a pedia
Limpa ou murcha, mas sim colorida
E nutrida mas sem comida, enfraquecida
Pela investida da nossa vida assim partida
Culpa dividida, união temida
Como inicio marcado e fim adiado
Para o fim dos dias,
Com fotos dessas, onde te rias.
 
Palpita, palpita, menina bonita
Eras flor de sal, eras excentricidade banal
Eras a tal
Mas tudo deu mal,
Ou bem dará
Ninguém saberá
Só o tempo o dirá."
- Rogério Caçarola

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