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27
Set16

...

Estou revoltado, tenho sido perturbado.

Era anti-sistema, aliei-me a ele mas, e agora?

Levo pela rectaguarda, mesmo sem ser culpado.

Oh sistema, agora sou mais educado, não esperes pela demora!

Ora, está na hora, vamos sistema, vamos embora!

- Timóteo Mecenas

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"Não te vou procurar, sei que estás por aí
Imagino o local, mas não saias daí
Seja longe, perto ou mesmo ao meu lado
Sendo este último um extenso e vazio prado
Onde sem famas nem leões caminhas
Com sonhos e ambições te alinhas
Pensando no amanhã como sendo do outro
Ou no ontem como sendo mouco
Rouco e louco, talvez isso até seja pouco
Face às memórias, essas imundas
Que habitam-te as células, as mais profundas
Tapam-te as cicatrizes com plumagem leve
Foste a miragem, o elixir que não se bebe.
 
Nunca existiu noção mas havia emoção
Diria até que houve paixão,
Aquela que não sai, desfila à diva
Que petrifica morta e mata viva
Eras branca, eras franca, eras cega
A qualquer colega, mas quem não nega
Que ser assim é ter um lar
Acolhedor, tranquilizador,
Um eterno mar
Com águas límpidas, novas e puras
Lavaste-me a alma e as feridas ainda suturas
Mas as amarguras contrariam as doçuras
Repetindo incansavelmente no dia
E na noite, existindo, nenhum de nós a pedia
Limpa ou murcha, mas sim colorida
E nutrida mas sem comida, enfraquecida
Pela investida da nossa vida assim partida
Culpa dividida, união temida
Como inicio marcado e fim adiado
Para o fim dos dias,
Com fotos dessas, onde te rias.
 
Palpita, palpita, menina bonita
Eras flor de sal, eras excentricidade banal
Eras a tal
Mas tudo deu mal,
Ou bem dará
Ninguém saberá
Só o tempo o dirá."
- Rogério Caçarola

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03
Jan16

...

"Esta é uma história normal, comum
De um miúdo normal de uma terra distante
Com sonhos de tigre, de águia, de atum
Com ambições, com uma visão um pouco à frente
Limitado só pela imaginação, pelos livros que lê
Nunca se sentindo conhecedor, mesmo quando vê
Características de descrente, sangue de rei
Dinamicamente sem destino e teoricamente fora-da-lei
Mas com coração de chocolate, vontade de guerreiro
Um navegante do calendário, viajando pelo ano inteiro
Qual será o seu destino, isso se pergunta ele
Porque apesar de tudo, a dúvida persiste nele
Acerca do que decidir amar ou deixar de gostar
Com quem pode ele aprender a deixar cair o véu
Aquele que o protege, que o faz continuar
A não deixar o cobre ser aberto, a não olhar o céu
Essa é a pergunta que ele tem como vital
E talvez essa seja a principal causa de todo o mal,
Porque a dúvida é veneno, corrói
E arde-lhe por dentro, como um moinho que mói.
Será esta a história de um menino desconhecido
Ou uma fábula da montanha, de fadas e gnomos
De elfos e bruxas, de um monstro adormecido
De um futuro deturpado pelo que fomos e somos
Sabendo nós que temos mais de 1000 possibilidades
E que tudo acontece em todas as idades
Mas ateus na vida, continuamos a errar
E ingénuos do coração, esquecemo-nos de amar..."
- Prólogo, Alberto Midas.

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"Deita-me, despe-me e ataca-me num relance
Que o fogo lança sobre a madeira a arder
Sem que ela possa fugir, criando uma nuance
Entre o preto e o branco, entre o ter e o poder
É este o teu efeito em mim, um rasgar de sentimentos
Acalmando assim o mar de desilusões
Regando no jardim do amor os primeiros rebentos.

 

És jardineira e jardinas no meu corpo nu

Onde colhes os frutos das emoções
Mas só os maduros, deixando os verdes crescer
Porque sabes que a dona desses também és tu
Vindo sempre de cesta pronta, com a saia da vindima
Vendo tu os melhores cachos, pedes para ficar por cima
E olhas para o topo enquanto sobes e desces no carrossel
Só abrindo os olhos compreendes o espaço que te rodeia
E sentes aí o fervilhar do corpo em apneia
Causada pela fadiga do prazer e o desejo do mais-que-tudo
Proferindo algo irreconhecível, soltas um grito mudo
Fazes sentir que tudo é cor-de-rosa e sabor de mel
Inspiras a escrita e a adoração passional
Apagas o pensamento: "Será que isto vai correr mal?"

 

Sem a carne és o espírito, sem o espírito és a alma
Com alegria és a energia, sem energia és a calma
Entre os poros da tua pele escrevem-se 1000 poemas
Sobre a tua beleza, não dá para outros temas
Se o amor é um fogo, então sê pirómana
Mete-me a arder, alimenta-me a chama
Com a tua existencial cria-me loucura
Faz-me desejar os teus lábios, saborear a sua doçura
Rebenta-me a aorta com a tua imensidão
Faz de mim a tua profissão
E após isso tudo, repetindo o ciclo supramencionado
Lembra-me ao acordar que tu és a guitarra do meu fado
A saudade do meu português nativo
Que és grande parte da razão para que vivo."
- Ivanoel num bilhete deixado à Musa da Ria

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